28 de abril de 2017

Manhã silenciosa, 30.09.2016

Desaprendi e enfim aprendi que o silêncio dentro da casa é o mais prazeroso.
Cada qual com seus pensamentos monótonos sem um diálogo proveitoso.
Crianças jogando videogame na sala de estar, a mulher da casa fazendo o almoço, a ajudante mais calada possível faz parecer que é a mais segura de todas na casa. E eu no meu quarto me acho em meio os papéis e a música, depois de achocolatados  e queijos para suprir a necessidade de tomar narcóticos sonolentos que faz-se uma escritura minha tão vaga, como o silêncio dessa casa, que pode mudar, assim como a corrente de água da pia à pressão da panela.

- Silvano Neves

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